D'où vient vraiment le courant d'air à la fenêtre

De onde vem realmente a corrente de ar na janela

Uma corrente de ar na janela quase nunca vem do vidro: vem das juntas, da borracha da folha, da soleira e da caixa do estore. É por isso que uma janela com vidro duplo pode soprar, e por isso um vidro novo nem sempre resolve a sensação.

O ponto de referência é simples: o frio pelo vidro sente-se como uma parede fria e imóvel, a corrente sente-se em movimento, muitas vezes à altura dos tornozelos ou passando a mão ao longo do aro.

Distinguir frio e corrente de ar

São dois fenómenos distintos e não se corrigem da mesma maneira. Confundi-los é a razão mais frequente de uma compra que desilude.

O que sente Causa provável O que a corrige
Uma frescura imóvel junto à janela, sem sopro A superfície envidraçada em si, mais fria do que o ar da divisão Um tecido denso que cobre o vidro e ultrapassa o aro
Um fio de ar em movimento, muitas vezes em baixo A borracha da folha, a soleira, uma junta ou a caixa do estore A vedação, a afinação da ferragem, um travessão de porta
Um sopro difuso à volta de todo o aro A colocação da caixilharia, entre aro e parede Refazer as juntas, fora do alcance de uma cortina

Como localizar a fuga em cinco minutos

O método mais simples não exige mais do que uma chama pequena ou um papel fino. Com janela e porta fechadas, percorre-se lentamente o aro: o papel mexe, ou a chama inclina-se, onde o ar passa. Repete-se em cima, nos dois montantes, em baixo e sob a caixa do estore.

O resultado surpreende muitas vezes: a fuga raramente está onde se esperava, e está mais vezes em baixo e na caixa do que nos montantes.

O que a cortina resolve, e o que mascara

Uma cortina densa trava o ar que circula ao longo do vidro e elimina a sensação de parede fria. Não tapa uma fuga: põe-na atrás de uma camada de tecido, o que a torna menos percetível sem a tratar. Numa fuga franca, a vedação vem primeiro.

A Union des Fabricants de Menuiseries sublinha um ponto que esclarece todo o tema: a estimativa da ADEME, que atribui 10 a 15 % das perdas às janelas, não tem em conta a estanquidade ao ar das caixilharias já instaladas. A parcela real das fugas está portanto subestimada no número mais citado.

A condição que torna uma cortina eficaz

Cabe numa frase, e é quase sempre a explicação de uma cortina que não muda nada: o painel deve ultrapassar o aro, não parar no vidro. Uma cortina de largura padrão deixa frestas nos lados e em cima, e o ar passa por aí seja qual for a gramagem do tecido.

O raciocínio completo está em isolar as janelas do frio sem obras, e o caso particular da caixa do estore em colocar cortinas com uma caixa de estore.

Perguntas frequentes

Um vidro duplo pode fazer correntes de ar?

Sim, e é frequente. O vidro trata a condução através do vidro, não a estanquidade ao ar do caixilho nem a da colocação. Um vidro recente mal afinado ou mal colocado sopra tanto como um antigo.

Uma cortina trava uma corrente de ar?

Atenua-a claramente mas não a elimina. Abranda o ar que circula ao longo da janela e corta a sensação de sopro. A fuga em si continua a ser tratada com vedação.

De onde vem a corrente na parte de baixo da janela?

Na maioria das vezes da soleira ou da borracha da folha, por vezes da ligação entre aro e peitoril. É o sítio a testar primeiro, porque o ar frio, mais pesado, desce naturalmente para lá.

É preciso vedar antes de comprar uma cortina?

Se sentir um sopro nítido, sim: a vedação custa pouco e trata a causa. Se a sensação for de uma frescura imóvel, é o vidro o culpado, e a cortina é a resposta certa.

A estação está reunida na nossa página cortinas de inverno, e as nossas cortinas térmicas por medida são cortadas para ultrapassar o aro, coisa que uma cortina padrão não faz.

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